Sim — em boa parte, já tem. São Paulo conta com mais de 730 km de ciclovias e ciclofaixas, a maior malha cicloviária do Brasil e maior até que a de Bogotá (683 km). Ou seja: dá para trocar muitos trajetos de carro pela bicicleta hoje, sem esperar obra nenhuma. O problema real não é a falta de ciclovia — é a distância e a ladeira paulistana. E é exatamente aí que a bicicleta elétrica muda o jogo.
Na Cyberbikes Brasil a gente vê isso toda semana: quem chega dizendo que “São Paulo não tem onde pedalar” costuma mudar de ideia já no primeiro trajeto de teste. Vamos aos números — todos com fonte.
Quantos quilômetros de ciclovia São Paulo tem?
São Paulo tem 731 km de malha cicloviária, segundo a Prefeitura de São Paulo. É a maior rede entre as capitais brasileiras: a Aliança Bike coloca a cidade em 1º lugar no ranking nacional de 2025. Para comparar, isso é mais do que os cerca de 683 km de ciclorrutas de Bogotá, referência mundial em mobilidade por bicicleta.
Mas tem um porém honesto. Mesmo sendo a maior do país, a estrutura cicloviária ainda representa menos de 3% de toda a malha viária das capitais, aponta a Aliança Bike — e a expansão anda mais devagar que o prometido. A meta de implantar cerca de 330 km entre 2021 e 2024 terminou com apenas 111 km entregues (37%). A cidade fala em chegar a 1.000 km, mas ainda não chegou. Traduzindo: já é muita ciclovia, e ainda falta conectar as pontas.
Se tem tanta ciclovia, por que quase ninguém pedala?
Porque ter ciclovia não é o mesmo que ter gente pedalando. A bicicleta responde por apenas 1,3% das viagens diárias na região metropolitana de São Paulo, segundo a Pesquisa Origem e Destino 2023 do Metrô-SP — mesmo depois de crescer 25% desde 2017. Colocar 731 km de ciclovia de um lado e 1,3% das viagens do outro escancara o tamanho do desperdício.
Por que essa distância entre estrutura e uso? Quatro freios se repetem na porta da loja:
- Distância: São Paulo é espalhada; trajetos de 8 a 15 km assustam quem imagina pedalar só na força da perna.
- Ladeira: a cidade tem topografia de sobra, e chegar suado ao trabalho tira qualquer um do sério.
- Rede desconexa: trechos de ciclovia que não se ligam, obrigando a encarar avenida no meio do caminho.
- Medo e calor: a sensação de insegurança e o clima afastam o ciclista de primeira viagem.
A boa notícia: quase todos esses freios têm a mesma solução.
O que São Paulo pode aprender com Bogotá?

Bogotá tem quase a mesma quilometragem de ciclovia que São Paulo (683 km), mas cerca de 7% das viagens são feitas de bicicleta — quase 900 mil pedaladas por dia, o maior número da América Latina, segundo a Secretaria de Mobilidade de Bogotá. É cinco vezes a fatia de São Paulo, com menos ciclovia. O que a capital colombiana faz de diferente?
Três coisas. Uma rede conectada, em que as rotas realmente levam de casa ao trabalho. Integração com o transporte público — as ciclorrutas alimentam o BRT TransMilenio e resolvem a primeira e a última milha. E cultura: a Ciclovía de domingo, que fecha ruas para bikes há décadas, criou uma geração acostumada a pedalar. A lição para São Paulo é direta: infraestrutura sozinha não basta. Falta conectar a rede e dar às pessoas um jeito de vencer a distância e a ladeira sem virar atleta.
| Cidade | Malha cicloviária | Viagens de bike |
|---|---|---|
| São Paulo | 731 km (maior do Brasil) | 1,3% |
| Bogotá | 683 km | ~7% |
A bicicleta elétrica resolve a distância e a ladeira de São Paulo?
Resolve — e é por isso que ela destrava os 730 km de ciclovia que já existem. A bicicleta elétrica não pedala por você: ela soma força a cada pedalada, transformando a subida da Sumaré ou os 12 km de Marginal em um trajeto tranquilo, sem suar a camisa. Com assistência, o raio de trajetos “pedaláveis” salta de 3 a 4 km para 12 a 15 km — de repente, boa parte da cidade cabe na bike.
Um exemplo do nosso showroom: a bicicleta elétrica Centauro GT usa bateria de 52V 20Ah (cerca de 1.040 Wh, removível para carregar no apartamento) e um motor traseiro de alto torque, com potência limitada eletronicamente para ficar dentro da lei do CONTRAN. Freios hidráulicos de 4 pistões e suspensão dianteira (100 mm) e traseira (120 mm) dão conta do asfalto esburacado e das lombadas paulistanas. Certificações ISO 4210 no quadro e UL 2271/2849 na bateria e no sistema elétrico completam o pacote. É o tipo de máquina que faz a rede cicloviária deixar de ser “bonita no mapa” e virar transporte de verdade para quem mora a 10, 12 ou 15 km do trabalho. Quer o passo a passo? Veja nosso guia de como trocar o carro pela e-bike em São Paulo.
É seguro e legal pedalar em São Paulo?
É legal, sim — e mais seguro do que parece quando você usa a rede certa. Pela Resolução CONTRAN 996/2023, a bicicleta elétrica que respeita os limites de potência e velocidade é equiparada a uma bicicleta comum: não exige CNH, emplacamento nem registro. A Centauro sai de fábrica dentro dessa regra. Sobre segurança, o segredo é priorizar as ciclovias e ciclofaixas segregadas — justamente os 730 km que a cidade construiu — e evitar disputar espaço com o carro onde der. Se quiser se aprofundar, veja nossa análise sobre se é perigoso andar de bicicleta em São Paulo.
Perguntas frequentes
Quantos quilômetros de ciclovia tem São Paulo?
São Paulo tem 731 km de malha cicloviária (Prefeitura de São Paulo), a maior entre as capitais brasileiras segundo a Aliança Bike (2025) — mais que os 683 km de ciclorrutas de Bogotá.
Dá para usar bicicleta elétrica nas ciclovias de São Paulo?
Sim. E-bikes dentro da Resolução CONTRAN 996/2023 são equiparadas a bicicletas comuns e podem circular nas ciclovias e ciclofaixas, sem CNH nem emplacamento.
Por que tão poucas pessoas pedalam mesmo com tanta ciclovia?
Porque distância, ladeira e uma rede desconexa afastam quem pedala só na força da perna. A bicicleta elétrica resolve distância e topografia, tornando os 730 km existentes úteis no dia a dia.
São Paulo já tem a ciclovia. O que falta é a decisão de trocar uma viagem de carro por semana pela bike — e sentir o que muda no seu tempo, no seu bolso e na cidade. Quando bater a curiosidade de experimentar, fale com a gente no WhatsApp (wa.me/5511943911718) ou passe na loja na R. Embaré, 108, Mirandópolis (SP) para conhecer a Centauro de perto. A cidade mudar começa com uma pedalada.
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