Sim, existe risco real: em 2025, 35 ciclistas morreram no trânsito da cidade de São Paulo e as mortes de ciclistas vêm crescendo no estado. Mas os números contam uma história diferente da que o senso comum imagina: o perigo de andar de bicicleta em São Paulo não está na bicicleta — está no desenho de ruas feito para o carro. Onde a cidade construiu ciclovia protegida, mais gente passou a pedalar e com mais segurança. Neste post, a Cyberbikes Brasil separa o medo do dado.
Afinal, é perigoso pedalar em São Paulo?
É perigoso, mas é importante entender por quê. Segundo o Infosiga, sistema estadual divulgado pelo Detran-SP, a capital paulista registrou 1.034 mortes no trânsito em 2025 — o segundo pior ano desde o início da série histórica, em 2015. Quando você abre esse número por quem morreu, o retrato fica claro:
- 475 motociclistas — o grupo mais atingido;
- 410 pedestres — alta de 10,2%, mais de uma vítima por dia;
- 85 ocupantes de automóvel;
- 35 ciclistas.
Ou seja: a esmagadora maioria das mortes é de gente atropelada ou atingida por veículos motorizados — não de ciclistas causando acidentes. A bicicleta quase nunca é a arma; ela é, na maioria dos casos, a vítima. Isso não torna o risco menor para quem pedala, mas mostra onde ele nasce.

A culpa é da bicicleta ou do carro?
O que mata ciclistas em São Paulo é o contato com o tráfego motorizado em ruas rápidas e sem separação. A prova aparece quando a cidade separa fisicamente a bike do carro. Um estudo de avaliação de risco em Lisboa (metodologia CycleRAP) mostrou que trechos contínuos e segregados alcançaram 83,51% de risco global baixo, sem segmentos de risco elevado ou extremo. Segregação física, redução de velocidade dos carros e melhores cruzamentos são o que efetivamente protege quem pedala.
São Paulo tem seu próprio exemplo. Depois da entrega da nova infraestrutura cicloviária entre Pinheiros e Butantã, em 2025, as viagens de bicicleta no trecho saltaram de 477 para 2.870 por mês — quase seis vezes mais. Quando existe caminho seguro, as pessoas pedalam. O medo não é irracional; ele é uma resposta a ruas mal desenhadas. Conserte a rua e o medo diminui.
A ciclovia protegida muda o jogo?
Muda. São Paulo já tem a maior malha cicloviária do país, com 731 km, e a Prefeitura trabalha para chegar perto de 1.000 km até 2028, fechando as lacunas (os chamados missing links) que hoje jogam o ciclista de volta para o meio dos carros. É exatamente nessas emendas mal resolvidas que o risco se concentra.
Vale ser honesto: ciclovia mal conservada, mal iluminada ou que termina no nada não protege ninguém — e é por isso que a discussão de por que o trânsito de São Paulo ainda mata passa por desenho de rua, e não por culpar quem escolheu a bicicleta. A lógica da Visão Zero é simples: nenhuma morte no trânsito é aceitável, e o sistema viário deve ser projetado para perdoar o erro humano. Cidade nenhuma resolve isso pedindo para o ciclista “tomar mais cuidado”; resolve redesenhando a rua.
Como a e-bike deixa o trânsito de São Paulo mais seguro para você?
A bicicleta elétrica é uma aliada da segurança justamente porque muda a sua relação com o tráfego. Com assistência ao pedal, você mantém um ritmo mais próximo do fluxo em vias de baixa velocidade, sofre menos ultrapassagens perigosas em subida e tem fôlego para escolher a rota mais calma em vez da avenida mais rápida. Pela Resolução CONTRAN 996/2023, a bicicleta elétrica que respeita os limites legais é equiparada a uma bicicleta comum: não exige habilitação, emplacamento nem seguro obrigatório, e deve circular preferencialmente em ciclovias e ciclofaixas — as vias mais seguras.
É aí que entra a Cyberbikes Centauro GT. Confirmado hoje na página oficial, o modelo usa bateria de 52V 20Ah, quadro com certificação ISO 4210, freios hidráulicos e suspensão dianteira de 100 mm com traseira de 120 mm — a combinação que dá controle para frear com firmeza no trânsito de São Paulo e absorver buraco, sarjeta e paralelepípedo sem te desestabilizar. Segurança, no fim, é ter uma bike confiável debaixo de você e uma rua bem projetada à sua frente. Trocar uma viagem de carro por semana pela e-bike, como mostramos no guia de trocar o carro pela e-bike em São Paulo, é começar a empurrar a cidade nessa direção.
Perguntas frequentes
Quantos ciclistas morreram no trânsito de São Paulo em 2025?
Segundo o Infosiga (Detran-SP), 35 ciclistas morreram no trânsito da cidade de São Paulo em 2025, dentro de um total de 1.034 mortes — a maioria motociclistas (475) e pedestres (410).
Andar de bicicleta em São Paulo exige habilitação ou emplacamento?
Não. Pela Resolução CONTRAN 996/2023, a bicicleta elétrica dentro dos limites legais é equiparada a bicicleta comum: não exige habilitação, emplacamento nem seguro obrigatório, e deve circular preferencialmente em ciclovias e ciclofaixas.
Ciclovia protegida realmente deixa o ciclista mais seguro?
Sim. A separação física entre bicicleta e carro reduz o risco de colisão. Estudos de infraestrutura segregada apontam maioria de trechos de baixo risco, e em São Paulo a entrega de novas ligações cicloviárias fez o número de viagens de bicicleta multiplicar.
Se você quer uma São Paulo onde pedalar não seja um ato de coragem, faça parte da mudança: troque uma viagem de carro por semana pela e-bike e veja o que muda. Fale com a Cyberbikes Brasil no WhatsApp (11) 94391-1718 ou passe na loja na R. Embaré, 108, Mirandópolis, SP.
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