Poucas mulheres pedalam em São Paulo por um motivo simples e incômodo: as ruas ainda são inseguras e hostis para elas. Na Pesquisa Origem-Destino do Metrô-SP (2017), cerca de 90% das viagens diárias de bicicleta na cidade eram feitas por homens — ou seja, só 1 em cada 10 ciclistas era mulher. E não é falta de vontade: é medo. Onde a bicicleta vira transporte de verdade, as mulheres pedalam tanto quanto os homens.
Na Cyberbikes Brasil a gente defende uma ideia simples: uma cidade só é boa para pedalar quando é boa para todo mundo pedalar — mulheres, crianças e idosos inclusive. Enquanto andar de bike em São Paulo for “coisa de homem corajoso enfrentando o trânsito”, a cidade está fazendo algo errado.
Quantas mulheres realmente pedalam em São Paulo?
Poucas — e o número é teimoso há mais de uma década. As contagens da Ciclocidade registraram cerca de 13% de mulheres entre os ciclistas nas avenidas mais movimentadas em 2015, com média histórica perto de 6% nas contagens de 2008 a 2015. E a diferença entre bairros é gritante: a presença feminina chega a cerca de 23% na área central, cai para 12% nas áreas intermediárias e fica em torno de 9% na periferia.
O retrato mais amplo vem da mesma Pesquisa Origem-Destino do Metrô-SP: aproximadamente 90% das viagens de bicicleta são feitas por homens. Em 2023, a Ciclocidade e a Secretaria de Mobilidade e Trânsito fizeram uma nova contagem em 200 pontos da cidade justamente para acompanhar essa desigualdade. Ou seja: São Paulo tem muita gente de bike, mas quase metade da população mal aparece nas ruas.
Por que tão poucas mulheres pedalam? Não é falta de vontade
Porque o custo de pedalar em São Paulo — em medo e em risco — cai de forma desigual sobre as mulheres. Em pesquisa sobre mobilidade e gênero na cidade, 65,7% das mulheres relataram já ter sofrido algum tipo de agressão ou assédio enquanto pedalavam. Some a isso os três maiores medos apontados por ciclistas mulheres: dividir a via com carros, colisões e ser atropelada.
Esses medos não são exagero — são a resposta racional a ruas desenhadas para a velocidade dos carros, não para a segurança das pessoas. E há um recorte social: o uso da bicicleta se concentra entre mulheres de maior renda e escolaridade, sinal de que a barreira é ainda maior para as mulheres mais pobres, que muitas vezes teriam mais a ganhar com um transporte barato. Não é sobre “gostar” de bike; é sobre poder pedalar sem medo. Se essa é a sua dúvida, vale ler também se é perigoso andar de bicicleta em São Paulo.
O que a presença de mulheres revela sobre uma cidade?
A proporção de mulheres pedalando é o termômetro mais honesto de quão segura uma cidade é para a bicicleta. Um estudo global liderado pela Universidade de Cambridge com a Universidade de Westminster, com dados de 17 países, encontrou um ponto de virada: quando a bicicleta passa de cerca de 7% de todas as viagens, as mulheres passam a pedalar tanto quanto os homens.

- Holanda: as mulheres fazem cerca de 54% das viagens de bicicleta — e em Amsterdã elas são a maioria dos ciclistas (perto de 55%).
- Londres: onde só 3% das viagens são de bike, a fatia feminina despenca para 1%.
- Osaka (Japão): quase dois terços das viagens de bicicleta são feitas por mulheres.
A conclusão é direta: mulheres não pedalam menos por natureza — pedalam menos onde é perigoso. Quando a infraestrutura é segura e conectada, elas voltam para a rua e trazem os filhos junto. Contar quantas mulheres pedalam diz mais sobre a qualidade das ciclovias de São Paulo do que qualquer discurso.
Como ruas seguras e a bicicleta elétrica mudam esse quadro?
Com duas coisas juntas: ciclovias protegidas e contínuas e a bicicleta elétrica, que derruba as barreiras físicas que mais afastam quem quer começar. Na Holanda, as mulheres têm participação igual ou maior que a dos homens no uso de e-bikes em todas as faixas etárias, e a pesquisa internacional aponta a bike elétrica como uma verdadeira porta de entrada para o ciclismo feminino: ela resolve a distância, as subidas, o calor e o peso de carregar filhos ou compras.
É aí que entra a nossa Centauro GT. Ela foi pensada para quem quer trocar o carro sem drama: quadro urbano com tubo superior rebaixado (fácil de subir e descer, até de saia ou vestido), freios a disco hidráulicos para frear com confiança na chuva, bateria certificada UL 2271 de 52V e 20Ah (cerca de 1.040 Wh) para autonomia de sobra e cesto para até 15 kg — dá para deixar a criança na escola e trazer a feira na volta. Tudo com potência limitada eletronicamente conforme o CONTRAN, então roda em via pública sem placa, sem habilitação e sem IPVA.
Nenhuma bike, sozinha, conserta a cidade. Mas quando a rua é segura e a bicicleta é fácil de usar, a conta muda para milhares de mulheres — e a cidade inteira ganha. É esse o caminho que defendemos no nosso guia de como trocar o carro pela bicicleta elétrica em São Paulo.
Perguntas frequentes
Qual a porcentagem de mulheres ciclistas em São Paulo?
Segundo a Pesquisa Origem-Destino do Metrô-SP (2017), cerca de 90% das viagens de bicicleta na cidade são feitas por homens — ou seja, aproximadamente 10% por mulheres. Contagens da Ciclocidade registraram em torno de 13% de mulheres nas avenidas mais movimentadas, com forte variação entre o centro (~23%) e a periferia (~9%).
Por que as mulheres pedalam menos que os homens?
Principalmente por insegurança. Em pesquisa na cidade, 65,7% das mulheres relataram já ter sofrido agressão ou assédio pedalando, e os maiores medos são dividir a via com carros, colisões e atropelamentos. Onde há ciclovias seguras e conectadas, a diferença entre homens e mulheres praticamente desaparece.
A bicicleta elétrica ajuda mais as mulheres a pedalar?
Sim. A e-bike reduz barreiras como distância, subidas, calor e o peso de carregar crianças ou compras. Em países como a Holanda, as mulheres usam e-bikes tanto ou mais que os homens, e estudos apontam a bicicleta elétrica como uma das principais portas de entrada para o ciclismo feminino.
Uma São Paulo em que sua filha, sua mãe e você possam pedalar sem medo é uma cidade melhor para todo mundo. Quer dar o primeiro pedal? Fale com a gente no WhatsApp (wa.me/5511943911718) ou passe na loja da Cyberbikes Brasil, na R. Embaré, 108 – Mirandópolis, São Paulo.
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