As mortes no trânsito de São Paulo continuam altas porque a cidade foi desenhada para a velocidade do carro, não para a vida das pessoas. A prova é simples: quando São Paulo reduziu a velocidade das marginais em 2015, os acidentes com morte nessas vias caíram 52% em um único ano. Quando a velocidade voltou a subir, as mortes acompanharam. Não é destino nem azar — é projeto de rua. E é exatamente por isso que, na Cyberbikes Brasil, defendemos ruas mais lentas, veículos mais leves e mais espaço para a bicicleta elétrica.
Quantas pessoas ainda morrem no trânsito de São Paulo?
Muitas — e a conta piorou nos últimos anos. Só na capital paulista, o número total de mortes no trânsito passou de 1.249 em 2014 para 992 em 2015, uma queda de cerca de 20%, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Foi um dos maiores recuos já registrados na cidade. Mas a trajetória não se manteve: em 2024, as mortes voltaram a crescer, com alta de 14,5% no primeiro trimestre em relação ao ano anterior, de acordo com balanço divulgado sobre o primeiro semestre.
Para dimensionar o problema: São Paulo tem cerca de 10 milhões de veículos rodando na capital, segundo dados de frota do Detran-SP. Cada carro a mais é mais massa, mais velocidade e mais risco compartilhado por todo mundo que divide a rua — inclusive quem nem está dentro de um carro.
Por que reduzir a velocidade salva vidas de verdade?
Porque a física não negocia. Um corpo humano não foi feito para absorver o impacto de uma tonelada e meia de aço a 70 km/h. Quanto maior a velocidade, maior a energia do choque e menor a chance de sobreviver a um atropelamento. Por isso a velocidade é a variável mais poderosa de qualquer política de segurança viária.
São Paulo já viveu esse experimento na prática. Em julho de 2015, a velocidade máxima das pistas expressas das marginais Tietê e Pinheiros caiu de 90 km/h para 70 km/h. No primeiro ano da medida, a CET registrou queda de 52% nos acidentes com morte nessas vias — de 64 para 31 ocorrências. O dado mais impressionante foi entre os pedestres: os atropelamentos fatais nas marginais despencaram de 24 para apenas 1, uma redução de quase 96%, conforme a Agência Brasil.
Em 2016 e 2017, a velocidade das marginais voltou a subir. A lição ficou clara: onde o carro corre mais, mais gente morre.

Quem mais morre no trânsito da cidade?
Os mais vulneráveis: quem anda a pé, quem pedala e quem pilota moto. No primeiro semestre de 2024, os pedestres representaram 28% de todas as mortes no trânsito da capital — 192 vidas, segundo o mesmo balanço da Prefeitura. Não é coincidência: a pessoa fora do carro é quem paga a conta das ruas rápidas.
É por isso que São Paulo aderiu aos conceitos de Visão Zero e Sistema Seguro, que partem de uma premissa simples e humana: nenhuma morte no trânsito é aceitável. Pessoas erram — o sistema viário é que precisa ser projetado para que um erro não custe uma vida.
A bicicleta elétrica é mais segura para a cidade?
Para São Paulo como um todo, sim — e por um motivo estrutural. Uma bicicleta elétrica pesa dezenas de quilos, não uma tonelada e meia. Ela ocupa uma fração do espaço de um carro e, no Brasil, é limitada eletronicamente conforme o CONTRAN: nada de correr a 90 km/h. Trocar viagens de carro por viagens de e-bike significa, na prática, tirar massa e velocidade das ruas — os dois ingredientes que mais matam.
A Cyberbikes Centauro GT, por exemplo, foi projetada exatamente para o uso urbano real de quem quer substituir o carro no dia a dia: motor traseiro de alto torque com potência limitada conforme o CONTRAN, sensor de torque que dosa a assistência conforme a sua pedalada, freios hidráulicos de 4 pistões, iluminação integrada com farol, lanterna, luz de freio e setas, e bateria 52V 20Ah certificada UL 2271. É um veículo pensado para ser visível, controlável e leve na rua — o oposto da lógica do carro grande e veloz.
Nenhuma bicicleta, sozinha, zera a estatística. Mas cada carro que vira e-bike é menos um projétil pesado circulando pela cidade. E quando isso se soma a ruas mais lentas e mais ciclovias, o efeito é justamente o que São Paulo já provou em 2015: menos gente morrendo.
O que São Paulo pode fazer a partir de agora?
Manter velocidades urbanas baixas onde há gente andando, blindar essas decisões contra o lobby da “fluidez”, expandir a rede cicloviária conectada e facilitar a troca modal do carro pela bicicleta. Não é anticarro por birra — é pró-vida por evidência. Enquanto isso, a decisão individual também conta: cada morador que troca uma viagem de carro por semana pela e-bike já reduz a própria pegada de risco e a da cidade. Vale entender também quanto custa manter um carro em São Paulo por mês e por que mais faixas não resolvem o trânsito de São Paulo — as duas peças que completam esse quebra-cabeça.
Perguntas frequentes
Reduzir a velocidade realmente diminui as mortes no trânsito de São Paulo?
Sim. Quando a velocidade das marginais Tietê e Pinheiros caiu de 90 km/h para 70 km/h em 2015, a CET registrou queda de 52% nos acidentes com morte nessas vias em um ano, e os atropelamentos fatais caíram de 24 para 1. Velocidade menor significa menos energia no impacto e mais chance de sobrevivência.
Quem são as maiores vítimas do trânsito na capital paulista?
Os usuários mais vulneráveis: pedestres, ciclistas e motociclistas. No primeiro semestre de 2024, os pedestres sozinhos representaram 28% das mortes no trânsito de São Paulo — 192 vidas. São exatamente as pessoas que estão fora do carro que mais sofrem com ruas rápidas.
A bicicleta elétrica é uma solução segura para a mobilidade urbana?
Como parte de um sistema, sim. A e-bike é leve, ocupa pouco espaço e, no Brasil, tem a velocidade limitada eletronicamente conforme o CONTRAN. Substituir viagens de carro por e-bike reduz a massa e a velocidade em circulação, os dois fatores que mais causam mortes, especialmente quando combinada com ruas mais lentas e ciclovias.
Se você quer uma São Paulo com menos mortes e menos carros, faça parte da mudança. Comece trocando uma viagem de carro por semana pela e-bike — e veja o que muda. Curioso pra ver como seria na prática? Fale com a gente no WhatsApp (wa.me/5511943911718) ou passe na loja da Cyberbikes Brasil na R. Embaré, 108, Mirandópolis, SP.
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