Sim: desde 27 de julho de 2026, o programa federal Move Brasil – Entregadores e MotoApp passou a financiar bicicletas elétricas de até 1.000 W para quem trabalha como motoboy ou entregador de aplicativo — ao lado das motos tradicionais. E há um motivo urgente para essa migração: em 2026, motociclistas já respondem por 49,7% de todas as mortes no trânsito de São Paulo, recorde histórico desde 2015, segundo o Infosiga SP. Para quem vive na rua entregando pedido atrás de pedido, a e-bike deixou de ser só sobre lazer — virou uma alternativa de trabalho mais barata, mais segura e sem burocracia. A Cyberbikes Brasil acompanha de perto essa migração: cada vez mais entregadores paulistanos aparecem na loja perguntando se uma bicicleta elétrica aguenta o ritmo de uma jornada de entregas.
O Que Muda com o Programa Move Brasil para E-bikes?
O Move Brasil – Entregadores e MotoApp começou a operar na segunda-feira, 27 de julho de 2026, liberando crédito para trabalhadores de aplicativo comprarem motocicletas, motonetas, ciclomotores ou bicicletas elétricas 0 km fabricadas no Brasil. As condições: até 48 meses para pagar, dois meses de carência, sem entrada e juros reduzidos. Para se cadastrar, o entregador precisa ter conta gov.br e aguardar a confirmação de elegibilidade, emitida em até cinco dias úteis; depois disso, o financiamento é contratado na Caixa, no Banco do Brasil ou em outra instituição credenciada. No caso das e-bikes, o limite é de 1.000 W — o mesmo teto que a Resolução CONTRAN 996/2023 usa para definir uma bicicleta elétrica de pedal assistido: até essa potência e 32 km/h, ela não precisa de emplacamento nem de CNH, desde que o acionamento seja só por pedalada assistida (sem acelerador manual no guidão, que já classifica o veículo como ciclomotor e exige habilitação). No mercado, os modelos elegíveis custam entre R$ 6 mil e R$ 16 mil.
Por Que Andar de Moto Ficou Tão Perigoso em São Paulo?
Os números do Infosiga SP (Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito) explicam a pressa do governo em oferecer alternativas. Em 2025, São Paulo registrou 1.034 mortes no trânsito — o maior número desde 2015 — e motociclistas foram o grupo mais atingido, com 475 óbitos (46% do total), à frente de pedestres (410) e ocupantes de automóvel (85). Em 2026, o quadro piorou: só de janeiro a julho foram 286 motociclistas mortos, recorde para o período desde o início da série histórica, o equivalente a 49,7% de todas as mortes no trânsito da cidade. A frota de motos cresceu 18,7% entre 2015 e 2025 (de 11,4% para 13,5% da frota total), mas a participação dos motociclistas nas mortes cresceu ainda mais rápido — de 32% para 46% no mesmo comparativo, um salto de 43%. A reportagem “Mete Marcha”, do Metrópoles, também aponta que a gamificação do delivery por aplicativo incentiva comportamento de risco entre motociclistas — tema que já tocamos ao mostrar que Uber e 99 não resolveram o trânsito de São Paulo. Entre as vítimas com ocupação registrada no acidente, quase 3 em cada 10 eram motoboys ou entregadores.
Quanto Custa Manter uma Moto de Entrega por Mês?
Além do risco, tem a conta. Motoboys que rodam para valer — não só o motociclista de fim de semana — gastam entre R$ 600 e R$ 900 por mês só com combustível, manutenção, pneus e corrente, segundo levantamentos do setor; quem roda cerca de 130 km por dia, seis dias por semana, já gasta perto de R$ 481 por mês só em combustível. Uma e-bike não usa gasolina: o custo de rodar é a eletricidade da recarga — uma fração disso — e a manutenção se resume a itens simples como pneus, freios e corrente, sem troca de óleo nem revisão de motor a combustão. Some a isso um detalhe que pesa direto no bolso e na rotina de quem está começando: pedalando, não é preciso CNH categoria A nem emplacar o veículo, o que já economiza tempo e dinheiro logo na largada.
A Centauro Aguenta o Ritmo de um Entregador?
Na Cyberbikes Brasil, a Centauro GT 2026 foi desenhada como uma e-bike cargo de verdade, não uma bike urbana adaptada. A bateria é 52V 20Ah, certificada UL 2271, com sistema de gerenciamento (BMS) para durabilidade e segurança elétrica; o sistema elétrico completo segue a norma UL 2849 e o quadro é certificado ISO 4210. O motor elétrico traseiro de alto torque tem a potência limitada eletronicamente para circular em vias públicas dentro do que o CONTRAN permite. Para carga, o bagageiro traseiro aguenta até 50 kg e o cesto dianteiro opcional soma mais 15 kg — 65 kg de capacidade, o suficiente para caixas térmicas de entrega, mochilas grandes ou compras de mercado. Suspensão dianteira (100 mm) e traseira (120 mm, com mola configurável para cargas maiores) absorvem os buracos do asfalto paulistano, e os freios hidráulicos de 4 pistões garantem frenagem confiável em qualquer clima. A bike sai de fábrica com garantia de 18 meses e plano de manutenção mecânica e elétrica.
Moto ou E-bike: o Que Compensa Mais para Entregar?
Resumindo lado a lado os pontos que mais pesam na decisão de um entregador:
| Critério | Moto (uso intenso) | E-bike Centauro GT |
|---|---|---|
| Custo mensal de operação | R$ 600–900 (combustível + manutenção) | Eletricidade da recarga + manutenção leve |
| Habilitação exigida | CNH categoria A | Nenhuma (pedal assistido até 1.000 W) |
| Emplacamento | Obrigatório | Não exigido (CONTRAN 996/2023) |
| Capacidade de carga | Varia por modelo/baú | Até 65 kg (bagageiro + cesto) |
| Financiamento Move Brasil | Sim | Sim, até 1.000 W, fabricação nacional |
Um dado de contexto que vale mencionar: em 2025, São Paulo teve 35 mortes de ciclistas no trânsito — ainda uma tragédia, mas uma fração das 475 mortes de motociclistas no mesmo ano. Os números não são diretamente comparáveis (circulam menos e-bikes do que motos, e a exposição no trânsito é diferente), mas ilustram por que velocidade e massa do veículo importam tanto para a segurança de quem trabalha na rua. Veja também o nosso guia completo para trocar o carro (ou a moto) pela e-bike em São Paulo.
Perguntas Frequentes
Motoboy precisa de CNH para andar de e-bike em São Paulo?
Não. Segundo a Resolução CONTRAN 996/2023, uma bicicleta elétrica de pedal assistido com até 1.000 W e 32 km/h não exige CNH nem emplacamento — só bicicletas com acelerador manual (ciclomotores) precisam de habilitação categoria A ou ACC.
O Move Brasil financia e-bike para entregador de aplicativo?
Sim. Desde 27 de julho de 2026, o programa Move Brasil – Entregadores e MotoApp financia bicicletas elétricas de até 1.000 W fabricadas no Brasil, com até 48 meses para pagar, dois meses de carência e sem entrada, além de motos e ciclomotores.
Quantos motociclistas morrem no trânsito de São Paulo?
Em 2026, motociclistas já são 49,7% das mortes no trânsito de São Paulo (286 óbitos entre janeiro e julho), recorde para o período desde 2015, segundo o Infosiga SP.
Se você é motoboy ou pensa em entrar no delivery e quer testar se uma e-bike cargo aguenta a sua rotina, fale com a gente no WhatsApp (wa.me/5511943911718) ou passe na loja da Cyberbikes Brasil na R. Embaré, 108, Mirandópolis, São Paulo.
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