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Ciclovia Prejudica o Comércio de São Paulo?

Arte da Cyberbikes Brasil com o texto Ciclovia Vende Mais sobre comércio local e bicicleta em São Paulo

Não. Ao contrário do medo mais comum entre lojistas, ruas que ganham ciclovia costumam manter ou até aumentar as vendas do comércio local. Em Nova York, as lojas da 9th Avenue viram o faturamento crescer 49% depois que a via ganhou uma ciclovia protegida — contra apenas 3% no restante de Manhattan no mesmo período. O motivo é simples: quem chega pedalando ou a pé passa mais vezes e gasta mais no fim do mês do que quem chega de carro.

Na Cyberbikes Brasil, a gente vê isso todos os dias na loja de Mirandópolis: bicicleta elétrica não tira cliente da rua — ela devolve espaço, movimento e vitrine viva para o bairro. Mas essa é a nossa experiência. O que dizem os números?

Ciclovia espanta cliente? O que dizem os dados

Não há evidência de que ciclovia esvazie o comércio — e há bastante evidência do contrário. O estudo Measuring the Street, do Departamento de Transportes de Nova York (NYC DOT), acompanhou ruas que ganharam infraestrutura para bicicleta e pedestre. Na 9th Avenue, o varejo cresceu 49% em três anos, muito acima da média do bairro (3%). E não parou nas vendas: a mesma ciclovia protegida reduziu em 56% as lesões no trânsito para todos os usuários da via. A rua ficou, ao mesmo tempo, mais segura e mais lucrativa.

Gráfico de barras: vendas do varejo subiram 49% na 9th Avenue de Nova York após a ciclovia protegida, contra 3% na média de Manhattan
Na 9th Avenue, o varejo cresceu 49% após a ciclovia; a média de Manhattan subiu 3%. Fonte: NYC DOT.

Por que tanta gente acha que ciclovia é ruim para o comércio?

Porque o lojista quase sempre superestima quantos clientes chegam de carro. Quando pesquisadores comparam a percepção do comerciante com o transporte real dos clientes, o carro aparece bem menor do que se imagina:

  • Vancouver (Canadá): comerciantes achavam que 40% dos clientes chegavam de carro; na prática, era cerca de metade disso.
  • Berlim (Alemanha): os lojistas superestimaram em três vezes o número de clientes de carro — quem vinha a pé, de bike ou de transporte respondia por mais de 90% do faturamento.
  • Toronto (Canadá): na Bloor Street, só 10% dos clientes chegavam de carro — e os que vinham a pé ou de bicicleta apareciam com mais frequência e gastavam mais.

A conta “menos vagas = menos venda” parte de uma premissa errada sobre quem, de fato, enche a loja. Veja o resumo das evidências:

Cidade / estudoO que os dados mostraram
Nova York — 9th AvenueVendas do varejo +49% após a ciclovia, contra +3% no entorno
Toronto — Bloor StreetApenas 10% dos clientes chegavam de carro
BerlimLojistas superestimaram os clientes de carro em 3x
VancouverPercepção: 40% de carro; real: cerca de metade
Portland (EUA)Ciclista gasta mais por mês no comércio que motorista

Quem pedala gasta mais no comércio local?

Sim — no acumulado do mês. O carro pode gastar mais por visita, mas a bicicleta ganha na frequência: é mais fácil parar, encostar e entrar. Um estudo da Universidade Estadual de Portland, coordenado pela pesquisadora Kelly Clifton, mostrou que, em lojas de conveniência, o motorista gastava em média US$ 79,73 por mês, enquanto o ciclista gastava US$ 105,66. Em bares e restaurantes, os ciclistas gastavam cerca de 20% a mais por mês do que os motoristas.

A lógica vale para São Paulo. Uma vaga de carro na frente da loja atende um cliente por vez; o mesmo pedaço de rua, virado ciclofaixa ou calçada larga, faz passar dezenas de pessoas por hora — e cada uma é um cliente em potencial. É por isso que trocar o carro pela e-bike em São Paulo não é bom só para quem pedala: é bom para quem vende.

E em São Paulo? Da Paulista às ciclofaixas de bairro

São Paulo tem a maior malha cicloviária do país, com mais de 700 km de ciclovias e ciclofaixas — e o melhor laboratório disso é a própria Avenida Paulista. Todo domingo, das 9h às 17h, a avenida vira Rua Aberta para pedestres e ciclistas, e o comércio, os cafés e os museus do entorno recebem uma multidão a pé. Uma pesquisa Ibope apontou que 64% dos paulistanos apoiam abrir vias como a Paulista para as pessoas aos domingos — e os domingos estão entre os dias mais concorridos da avenida.

O recado para o pequeno comércio de bairro é o mesmo dos estudos lá fora: rua desenhada para gente — com ciclovia, calçada boa e velocidade baixa — é rua com vitrine cheia. Faz parte do mesmo debate sobre devolver o espaço das ruas para as pessoas. E é aí que a bicicleta elétrica muda o jogo: com uma e-bike como a Centauro GT (bateria 52V 20Ah certificada UL 2271), o paulistano encara ladeira, calor e distância sem suar a camisa, trocando trajetos curtos de carro por compras no próprio bairro.

Perguntas frequentes

Ciclovia diminui as vendas do comércio?

Não. Os estudos disponíveis mostram vendas estáveis ou maiores após a instalação de ciclovias. Em Nova York, o varejo da 9th Avenue cresceu 49% em três anos, contra 3% na média do bairro, segundo o NYC DOT.

Tirar vagas de carro para fazer ciclovia afasta clientes?

Na maioria das ruas comerciais, a maior parte dos clientes já não chega de carro. Em Toronto, só 10% chegavam dirigindo; em Berlim, quem vinha a pé, de bike ou de transporte respondia por mais de 90% do faturamento. Trocar vagas por ciclofaixa costuma ampliar o público que passa pela porta.

Quem anda de bicicleta gasta menos que quem tem carro?

Por visita, às vezes sim; no mês, geralmente não. Como é mais fácil parar e voltar, ciclistas e pedestres visitam o comércio com mais frequência e, no acumulado, costumam gastar tanto ou mais que motoristas.

Se você quer uma São Paulo com menos carros e mais gente na rua, a Cyberbikes Brasil faz parte dessa mudança. Passe na loja (R. Embaré, 108 — Mirandópolis) ou fale com a gente no WhatsApp para conhecer a Centauro e trocar uma viagem de carro por semana pela e-bike. A cidade — e o comércio do seu bairro — agradece.

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